InícioDestaqueRetatrutida: a nova promessa (e polêmica) no mundo do fisiculturismo

Retatrutida: a nova promessa (e polêmica) no mundo do fisiculturismo

Conheça a substância que vem ganhando destaque entre atletas de elite como Nick Walker — e o que dizem médicos e especialistas sobre ela

Nos bastidores do fisiculturismo profissional, uma nova substância tem chamado atenção pela velocidade e eficácia com que muda o físico de quem a utiliza: a Retatrutida. Originalmente desenvolvida para o tratamento da obesidade e diabetes tipo 2, ela vem sendo usada por fisiculturistas para acelerar a perda de gordura corporal preservando (ou até aumentando) a massa magra.

Mas será que ela é segura? Quais os riscos envolvidos? A Muscle Show Magazine mergulhou no assunto para entender as vantagens e desvantagens da Retatrutida, o que dizem médicos e atletas — e os bastidores do seu uso não autorizado para fins estéticos e esportivos.


O que é a Retatrutida? É um agonista triplo de receptores hormonais (GLP-1, GIP e glucagon), desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly. Trata-se de um fármaco injetável, com aplicação semanal, que atua em múltiplos sistemas do organismo, promovendo:

  • Supressão do apetite
  • Aceleração do metabolismo
  • Melhora da sensibilidade à insulina
  • Redução da gordura hepática e visceral
  • Potencial aumento de gasto energético basal

Ela está atualmente em fase avançada de testes clínicos (fase 3) para uso no tratamento de obesidade severa e diabetes tipo 2, sendo considerada mais potente que os já conhecidos Ozempic (semaglutida) e Mounjaro (tirzepatida).


Por que fisiculturistas estão usando?

No fisiculturismo, especialmente nas fases de cutting (definição), a perda de gordura mantendo massa magra é um dos maiores desafios. A Retatrutida se tornou uma “arma secreta” por entregar exatamente isso — de forma acelerada.

Nick Walker, atleta do top 5 do Mr. Olympia, declarou recentemente em um podcast:

“Comecei a usar Retatrutida sob supervisão médica e minha composição corporal mudou drasticamente. Nunca perdi gordura tão rápido mantendo tanto músculo. A saciedade é brutal.”

Outros atletas de elite como Derek Lunsford e Hunter Labrada também vêm sendo especulados como usuários, ainda que discretamente.


Retatrutida ainda não é permitida e vendida legalmente no Brasil

Vantagens relatadas

  • Perda de peso rápida e controlada
  • Preservação de massa muscular (quando combinada com treino e dieta adequada)
  • Redução de inflamação sistêmica
  • Melhora do perfil lipídico
  • Controle glicêmico (mesmo em não diabéticos)

E os riscos e desvantagens?

Apesar de promissora, a Retatrutida não é isenta de efeitos colaterais, principalmente quando usada sem prescrição.

Contraindicações:

  • Gestantes e lactantes
  • Vômitos, Náuseas, Constirpação severa, hipoglicemia e até pancreatite
  • Portadores de doenças pancreáticas
  • Histórico familiar de câncer medular de tireoide
  • Pacientes com distúrbios alimentares
  • Indivíduos com distúrbios gastrointestinais graves

Quanto custa a Retatrutida?

Como ainda não está comercialmente disponível em farmácias, a Retatrutida só é acessível através de protocolos de pesquisa clínica ou importação off-label (uso fora da indicação oficial).

A importação não oficial: entre R$ 4.000 a R$ 7.000 por mês e o medicamento ainda não está legalizado e aprovado pela Anvisa no Brasil.

Nos Estados Unidos, o medicamento está em fase de aprovação pelo FDA, e sua liberação para uso médico deve ocorrer até meados de 2026, segundo projeções da Eli Lilly.

Redação Muscle Show Mag
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