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Growth se revoluciona e entra de vez no varejo físico

Aquisição total pela Merama, saída dos fundadores e novo CEO marcam a maior transformação da marca em 15 anos

Por Redação Muscle Show Magazine

Durante mais de uma década, a Growth Supplements construiu um modelo quase único no mercado brasileiro de suplementos: produção própria, venda direta ao consumidor, preços agressivos e uma base de clientes extremamente fiel. Agora, esse ciclo chega ao fim.

A empresa inicia oficialmente uma nova fase após a aquisição de 100% de suas ações pelo grupo Merama, deixando para trás o modelo exclusivamente digital e passando a apostar no varejo físico, com foco em farmácias, supermercados e grandes redes.


Do “direto de fábrica” às prateleiras

O crescimento da Growth sempre chamou atenção pelo desempenho no e-commerce. A marca operava com um índice de recompra estimado em 70% da receita, algo raro mesmo entre grandes players globais.

A projeção para 2025 é de R$ 2 bilhões em faturamento, mas, segundo a nova gestão, o canal digital passou a representar um limite de escala.

A estratégia agora é clara:
transformar a Growth em uma marca de massa, presente fisicamente em todo o Brasil, disputando espaço direto com marcas tradicionais nas gôndolas.


Quem é a Merama e por que essa compra muda o jogo

A nova controladora da Growth é a Merama, um grupo internacional especializado na aquisição e aceleração de marcas digitais líderes.

Diferente de fundos tradicionais, a Merama atua como uma operadora estratégica, focada em:

  • Escala operacional
  • Logística e supply chain
  • Inteligência de dados
  • Expansão omnichannel
  • Entrada estruturada no varejo físico

Com presença em diversos países da América Latina e um portfólio formado por marcas digitais de alto desempenho, a Merama aposta em um movimento que já vem acontecendo em outros mercados: levar marcas nativas do e-commerce para o consumo físico em larga escala.

No caso da Growth, a leitura foi objetiva: o digital já foi vencido — agora é hora de escalar no mundo real.


Fim de um ciclo: saída dos fundadores

Com a aquisição total, os irmãos Fernando e Eduardo Dasi, fundadores da Growth, deixam a operação.

A saída encerra um ciclo empreendedor que transformou a empresa em uma das marcas mais relevantes do setor, e inaugura uma fase mais corporativa, profissionalizada e orientada a grandes volumes, típica de empresas que passam a disputar espaço nacional no varejo.


Novo CEO, nova estratégia

Para liderar essa transição, a Growth anuncia Diego Freitas como novo CEO.

Com mais de 20 anos de experiência em grandes operações de varejo, Diego construiu sua carreira em empresas como Nike, Centauro e C&A, além de ter formação executiva pela Harvard Business School.

Seu perfil é voltado para:

  • Varejo físico e omnichannel
  • Logística e eficiência operacional
  • Estratégia comercial
  • Gestão financeira e escalabilidade

A missão é clara: levar uma marca digital para o varejo físico sem perder competitividade de preço, qualidade e identidade.


O maior desafio: preço e margem

A entrada no varejo físico traz desafios conhecidos do setor:

  • Taxas de gôndola
  • Custos de distribuição
  • Pressão por margem
  • Exigência de alto giro

O principal questionamento do mercado é se a Growth conseguirá manter o posicionamento de preço competitivo que sempre foi um de seus maiores diferenciais.

Esse ponto será decisivo para a aceitação da marca fora do ambiente digital.


Expansão industrial e novas categorias

Para sustentar a nova estratégia, a empresa anunciou a ampliação de seu parque fabril em Tijucas (SC).

📌 A expectativa é de um aumento de 20% na capacidade produtiva, com a inauguração de um novo galpão logístico.

Além disso, a Growth prepara sua entrada em novas categorias, ampliando o portfólio para além dos suplementos tradicionais, incluindo:

  • Géis para corrida
  • Snacks funcionais
  • Vitaminas
  • Produtos de consumo recorrente

O objetivo é aumentar frequência de compra e presença no cotidiano do consumidor.


Impacto direto no mercado de suplementos

Com essa movimentação, a Growth deixa de ser apenas uma referência do e-commerce e passa a brigar diretamente com grandes marcas consolidadas no varejo físico.

O mercado brasileiro de suplementos deve movimentar cerca de R$ 9,5 bilhões até 2028, e a disputa por espaço nas prateleiras tende a se intensificar.

A pergunta que fica é simples — e estratégica:

A chegada da Growth ao varejo físico vai manter os preços competitivos ou provocar uma nova dinâmica de mercado?


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